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Dividi em tópicos por motivos de: o design existe para resolver problemas que sempre tivemos
eu ia dizer desde que inventaram a roda, mas pensando bem já tínhamos problemas de design desde antes, inclusive foi por isso que inventaram a roda.

Já refletiu nisso? Um dos primeiros designs de produto da história da humanidade.

Voltando: o problema que me obrigou a criar os tópicos, no caso, é que o texto completo tem caracteres o suficiente pra cruzar 3 páginas de word (Arial 12).

A ordem dos tópicos, embora cronológica, é meramente sugestiva, e se você for ler randomicamente não posso garantir que vai fazer sentido, o que por um lado te dá a liberdade de criar suas próprias teorias, e escolher o sentido que te fizer mais feliz.

Bem minha cara, fui contar minha história e a fila do pão tá onde? Filosofando. Em tópicos.

Movida pela inquietude desde tempos imemoriais, sou fascinada por processos experimentais que gestam novos olhares e novos mundos.

Desde que eu era pequena é assim, na época em que meu pai me dizia que eu podia ser o que eu quisesse quando eu crescesse, e minha mãe falava que eu chegava da escola argumentando que as artérias do coração seriam mais eficientes de tal outra maneira.

Encontrar tanto sentido em experimentar processos em busca de descobertas fez eu entender que minha vida é um laboratório onde a criatividade é a ferramenta de transformação mais poderosa que eu possuo.

Nasci no interior, vim pra capital com 17 anos pra cursar arquitetura e Nesse tempo me aprofundei em cinema, cenografia, design gráfico empírico, e em tirar ideias do papel.

Lancei livro de poesia, fiz grafite, editei video, recitei poesia, compus música, subi em andaime, organizei evento, cantei em auditório, inventei uns 10 projetos diferentes. Formei.

Na certeza de mudar o mundo, fui fazer pós-graduação de gestão de empreendedorismo. Faltando 20% pra acabar, lembrei que: meio acadêmico tô fora, pego o aprendizado diluído e vou embora.

Queria muito ter meu negócio. Fui fazer cursos desconstruídos de empreendedorismo criativo, análise de dados, e construção imagética com foco em narrativa, todos imbuídos de vai lá e faz.

Fundei uma empresa com objetivos disruptivos: um escritório online de arquitetura cujo objetivo era tornar os serviços acessíveis através de uma calculadora onde você contratava apenas o que precisava. Fiz identidade visual, dei o nome, fiquei mais de 6 meses formatando tudo.

1. A vida não tá nem aí pra planejamento fictício, a resposta é experimentar
2. A comunicação é importante demais para um negócio se adaptar
3. Conhecimento = autonomia, e empreender = cultivar multidisciplinaridades
4. Propósito de vida a gente não define, e sim tropeça nele no caminho
5. Arquitetura engessa meu processo criativo, qualquer erro pode dar merda no mundo real, eu quero trabalhar com leveza nos bastidores do meu lar

Dito isso, tentei reformatar a ideia para alcançar as pessoas que eu queria atender, com uma pegada mais voltada pra consultoria, que fosse menos técnicazuda, e por causa da tal calculadora online, fui estudar como mexer em site, e curti forte demais. Principalmente a parte do design. Refiz a identidade visual, produzi fotos, reescrevi os textos.

Quando acabei essa reformatação, eu fiquei triste.
Voltei pro limbo da insignificância de sentidos, e percebi real que não queria mais trabalhar diretamente com arquitetura. Aquela sensação de que tudo tinha sido vão, antes de lembrar que como tudo, conhecimento não se perde. Se transforma.

E aí veio aquele insight irreversível fatality:

Pensar jeitos diferentes de fazer as coisas é o que dá sentido pra minha existência.
Ver nascer ideias faz meu olho brilhar de um jeito inexplicável.

E agora? Não dá pra fazer isso pra sempre. Ou dá?

Tudo foi vindo aos poucos, emergindo de um limbo de dúvidas embaralhadas: como eu vou ficar só formatando ideias? Quero consolidar um projeto, e não vagar por muitos projetos inconclusivos.

Aí um amigo muito querido me liga: “Luisa, faz um logotipo pra mim?”

Fiz.

O universo lá falando comigo, mostrando o caminho, e eu muito ocupada pirando.

Demorei um tempo pra entender que formatar negócios criativos e criar toda a estrutura visual que envolve a coerência entre mensagem e imagem é o que eu quero fazer quando crescer:

Fui percebendo que minhas experiências como empreendedora frustrada me ensinaram lições sobre esse microuniverso, e, se eu dividir o que aprendi, quem sabe, posso ajudar alguém.

Fui estudar criação de conteúdo, fiquei maravilhada com o poder transformador de compartilhar conhecimento, e encontrei no marketing digital o vislumbre de um mundo que tem espaço pra todo tipo de ideia.

Ensaiei um tempo, e na contramão de todos os meus planejamentos, como quem toma um café distraído numa tarde aleatória: nasceu o instagram, como superfície de experimentar formas de compartilhar esses aprendizados. E desde então me (re)signifiquei diversas vezes, na certeza que só o movimento traz respostas.  

esse jeitinho reikiana III de ser, toda trabalhada na metafísica do corpo, na biomimética, no somos todos um, e na medicina chinesa foi encontrando formas de se manifestar através do que eu crio.

No meio das contas – certamente não é no fim, vejo que é essa mistura heterogênea do estudo de diversas áreas que me presenteia diariamente com uma visão intuitiva, lúdica e estratégica, e me permite criar de forma ampla.

Em tudo que eu faço quero experimentar meu potencial, entendendo que, como o universo, estou em constante expansão.

A curiosidade me habita desde sempre, e esse termo surgiu da necessidade de explicar em poucas palavras que sou movida à experimentos e descobertas.

Minha intenção é te convidar a levantar hipóteses criativas, misturar aprendizados, documentar questionamentos, e encontrar, de forma otimista, meios de caminhar com autonomia e autenticidade.

A miolo existe para que eu possa expressar livremente minhas facetas multidisciplinares e, com sorte, te inspirar a experimentar as suas também.

não ia dizer nada, mas se você clicou aqui sem ler tudo, é você com sua consciência, né?
não tem como eu saber.

o bônus:
você rir.